A paixão, meu caro, não é para os fracos que vibram na mesma frequência dos seus sentimentos, a paixão apaga todas as convicções; não foi feita para os sensíveis que vivem implorando afeto; ela não é para os inocentes que veem pureza em qualquer gesto doce; a paixão queima tanto que deveria pertencer aos frios e calculistas; não é pra mim, que vivo querendo enxergar o lado bom de todo mundo. A paixão não é pra essa gente que se entrega de corpo e alma, não é para os românticos, nem para os capazes de gostar de alguém de verdade. Essa é grande ironia da paixão.
Cheguei à conclusão que precisamos ser de mentira, que a lei é fingir que não se sente, que pra não se machucar, a única solução é vestir uma armadura forte e deixar o coração enterrado no quintal. É sorrir automático nas rodas de conversa, é fechar os olhos quando eles insistirem em brilhar muito, é acabar com as coisas bonitas antes que elas possam acabar com a gente. É entender que vale mais ser estúpido, que ser sincero; que deixar qualquer sentimento bacana florescer é ato de suicídio.

Chego a mudar de calçada
ResponderExcluirQuando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira.