sexta-feira, julho 29, 2011

Se ele soubesse



          Exatamente 2:08 da madrugada e eu não consigo dormir, já deitei, levantei e agora estou aqui, se eu não viesse escrever juro que ia explodir, não suporto mais, não quero permanecer imóvel e sorrir pra falar que está tudo bem, porque não está. Sabe, quero lutar por ele, quero mesmo, não dá pra apenas assistir essa situação ou ficar vendo a foto dele em silêncio, por horas e não ir atrás. Foda-se tudo, fodam-se os meus medos baratos, fodam-se as ideias que ele idealiza ou as dúvidas que o cercam.
Se ele soubesse que vai além das palavras ou dos versos bonitos que tento formar, se ele soubesse quantas e quantas vezes já disquei o número dele e desisti de ligar porque sou uma fraca, se soubesse em quantos momentos me enchi de coragem e fraquejei na mesma hora, cara, se ele soubesse iria ao menos querer escutar o que preciso dizer, iria parar de negar, iria deixar de fazer nada e fazer alguma coisa.

quinta-feira, julho 28, 2011

O tal dia



          E então, três meses que o conheci, há exatos 3 meses muita coisa começou a mudar, comecei a sentir o que sequer conheço o nome ou o porquê. Engraçado, lembro como ele me olhou, observei cada gesto, cada palavra mencionada. Parecia que nos conhecíamos a tempos, nunca sorrio pra desconhecidos e ele ganhou tantos sorrisos meus, não costumo tremer ao falar de mim, e eu tremia tanto por dentro enquanto ele fazia perguntas bestas.  O dia que deu tão errado, um errado certo, um certo errado, sei lá, o dia que não vou deixar de lembrar.

Muro


     
Sou péssima com rimas e não consigo falar fora das entrelinhas, me desculpa por ser tão boba, por não parar de querer e querer. Não sei conquistar, não sei ser igual a todas as outras que tu conhece, nem me reconheço às vezes. Tenho medos que me devoram, pensamentos que me enlouquecem, vontades que me perseguem. Estou acumulada de saudades, lotada de planos pra te procurar e te convencer das minhas verdades, eu iria correndo até que meus pés pedissem pra parar, isso se não fosse a fraqueza que construiu um muro na minha frente.  Me pergunto se tenho força pra pular, se tenho coragem pra me deixar guiar pelo coração.

segunda-feira, julho 25, 2011

Só ele



       Ele sabe que é dono de cada linha que escrevo, que cada pensamento meu é ele que está presente e que essa loucura toda carrega o nome dele. Apesar de não querer, eu sou dele, pois eu não trocaria aquela prepotência  por doçura alguma, sabe o que eu sinto e fica estático; calado está por pura estupidez. Eu não quis roubar sua liberdade, quis apenas seu colo, não quis prendê-lo com correntes, quis amarrá-lo com carinho. Quis e como quero; quero como jamais quis.  Gritaria mesmo sem voz, o abraçaria forte mesmo sem força, iria querê-lo mesmo sem motivos. Porque a razão pediu demissão,cansou de ser refém e entregou tudo pro coração.

Oposição



          Nas noites de insônia enlouqueço buscando soluções, penso constantemente no que fazer, mas tropeço no paradoxo central: excesso de dúvidas e falta de coragem. Ainda insisto em querer compreender o sentido, em entender o inexistente ou mandar no que sinto. Controlar o que domina, desequilibra e me arrebata, o que me parte, o que ao mesmo tempo me manda tentar e me segura, aquelas singelas 'bobagens' que possuem o pleno efeito de me assombrar e me lembrar docemente do teu olhar cor de mel, sussurrar que não te tenho, gritar que devo te buscar. 

domingo, julho 24, 2011

Medo



        Não é fácil querer ir atrás dele e continuar de braços cruzados e com o coração apertado, querer procurar e sentir um frio da barriga. Tenho saudade, vontade e medo, medo de não ser suficiente, receio de não conseguir falar, de não dizer tudo o que precisa ser dito, daquelas coisas que apesar do silêncio todo ele sabe. 
     Sou uma fraca, dou conselho pra meio mundo, encho minhas amigas de coragem e logo eu não faço sequer um terço do que julgo correto. Permaneço quieta, só escrevo, só penso, só me calo. Quieta continuo porque fraquejo diante dos meus medos, porque hesito frente as minhas teorias de "arrisque, tente, atrás". Porque é complicado entender ou explicar esse  turbilhão de emoções sem nome, que multiplica, atropela e ocupa todos os espaços.

sábado, julho 23, 2011

Repito



         Eu menti, menti pra mim e pro mundo, menti porque queria crer que não escreveria, que esqueceria até o nome dele, acreditei que tapeando meus próprios sentimentos os mataria, mas eu admito, entrego o jogo, me rendo ao que sinto.  Que qualquer um saiba, é nele que eu penso e repenso, tolice minha? Pois, que seja.  Sou tola e louca por ele. Estúpida e penso nele. E ele? Ele se cala enquanto lê, silencia o que quer dizer.
       Assim eu digo, digo, grito e escrevo, transcrevo as palavras que meu coração não cansa de pronunciar , confesso com todas as letras que te quis e te quero, vou continuar te querendo, ainda que querer seja tão errado pra ti, ainda que não tenha importância, repito do meu jeito torto e sem controle: te quero.

terça-feira, julho 19, 2011

Leiam!

       Não é mais um texto, um verso bonito ou um trecho de canção, não é uma escolha ‘direta’, mas acho que talvez seja natural, inevitável, porém sem uma explicação pro presente.
     Eu me sinto extremamente feliz por saber que tem gente que lê meus textos, que acompanha meu Blog e entra aqui todos os dias, por isso vou me explicar pra vocês, creio que este seja meu dever.  Bom, eu vou parar de escrever por um tempo (no jornal vou continuar porque deixei alguns textos prontos).
     Eu escrevia sobre variados assuntos, principalmente meus textos 'motivacionais', como eu costumo chamar, aí há uns poucos meses eu conheci uma certa pessoa que bagunçou meus pensamentos, não sei explicar o que ele fez comigo; eu não sei escrever sobre o que eu escrevia antes (nada além dele, é claro), é sempre a imagem dele que aparece na minha mente, as palavras tem a sombra dele, enfim.  Já procurei me entender, me desligar ou me focar em outras coisas, já tentei de tudo, eu juro, mas não dá, essa é a última saída, quem sabe se eu parar de escrever por um tempo eu esqueça.
  Nunca pensei que seria dessa maneira, na verdade não imaginei nada, mas a gente nunca adivinha, sentimos o que não explicamos, sentimos na velocidade máxima e sem explicações.  Eu espero voltar logo ao ‘normal’, quero resolver minhas próprias questões, saber lidar com meus sentimentos.
         Beijo grande pra vocês!

sábado, julho 16, 2011

Pedaços



       Eu desabei, me parti em centenas de pedaços minúsculos, mas ainda assim cada pedacinho implora incessantemente por um pouquinho de ti, minhas pequenas partículas são fortes o suficiente pra suplicar e pedir humildemente pela tua volta. Ao menos ter o reflexo do teu olhar, o sonho do teu sorriso ou o encantar do teu beijo. Ter outra vez o meu riso sem máscaras e pausas, sem mentiras insanas, apenas ter o acalentar do teu ombro e te fazer escutar sem pressa o meu coração bater. Recorda-se das batidas desorientadas dele?
    Ouve minha súplica desatinada, vem ouvir outra vez o meu coração bater, vem rir da minha distração contínua, vem tirar sarro das minhas teorias profundas sobre a vida, vem passar as mãos nos meus cabelos até me irritar. Vem só por vir, vem pra insistir em me provocar, vem porque é melhor assim, vem pra mim. 

domingo, julho 10, 2011

O verbo mais bonito



       Há quem diga que gostamos de alguém por seus atributos físicos e por suas excepcionais qualidades, por ele ser genial, doce e dizer coisas bonitas. Eu discordo totalmente. O verbo gostar só é conjugado perante as imperfeições e as dificuldades.  O menino bonitinho pode até encher seus olhos, mas não vai encher seu coração nem ocupar seu pensamento.  Por mais que eu queira explicar porque gostamos de uma determinada pessoa, jamais terei êxito. Sentimentos não vêm com manual de instruções ou com justificativas prudentes, eles vêm com empecilhos, problemas aparentemente ‘insolúveis’, mas são intensos e não brotam por acaso.
       Falo isso por experiência própria, comigo foi além do simples encantamento, aconteceu quando eu não esperava e por uma pessoa inversa aos meus gostos. Se ele soubesse o quanto o achei estranho quando ele parou ao meu lado e disse ‘oi’. Mas sinto mais e mais apesar da distância, apesar de não ter contato direto com ele, sim, eu sinto algo que não tem nome, razão ou explicação.  O meu verbo ‘gostar’ é só dele, só pra ele eu sei conjugar. 

sábado, julho 09, 2011

Incoerência do sentir




   O que te faz continuar lendo tudo o que eu escrevo? Será o encaixe das minhas frases confusas às tuas dúvidas tão constantes?  Ou será que há uma estranha identificação, porque por trás dessa armadura fria que tu veste existe um coração ainda sobrevivente das incertezas?
Talvez tu estejas aprisionado por perguntas sem respostas claras ou com pensamentos sem sentido algum, quem sabe esconda a parte pura por medos imbecis ou crê no equívoco que deixará de pensar ou sentir.  
   Ocultar não apaga, mentir pra si mesmo não cura, fugir é tortura, negar é loucura. 

quinta-feira, julho 07, 2011

Renúncia







        Pegar o telefone, discar o teu número, escutar a tua voz grave, ouvir a suplica do meu coração e falar de tudo o que está trancado aqui dentro, dizer que eu não suporto mais esse silêncio, que eu cansei de me fazer de moça forte e que nada tem graça sem a presença do teu excesso de prepotência.
      Aceitar que meu orgulho está renunciando, minhas palavras estão perdendo-se em meio às frases ocultas e aos sentimentos sufocados.  Sentir ao menos tua respiração do outro lado enquanto eu falo, enquanto eu recorro a última alternativa. E então eu admita que o faz de conta não tem efeito nenhum, que pouco importa o medo, que nem Einstein  teria sabedoria para explicar o que sequer nem entendemos. Porque pra sentir não precisa entender. Dispensam-se as lógicas ou a perfeição.  Somente adota-se sentimentos, acumula-se saudades e lota-se de verdades.

terça-feira, julho 05, 2011

Fraqueza com franqueza





Eu nunca fui racional, fria ou calculista. Até hoje lidar com as emoções é um desafio inquietador pra mim, mas eu gosto do incerto, sou fascinada por conquistar as coisas. Talvez quando se sente algo por alguém, a saída mais conveniente seria fugir antes que fosse tarde, mas não, eu dou a cara a tapa, se eu sinto, entrego pro mundo inteiro. Vergonha de sentir e ficar boba? Não, eu teria vergonha se fosse covarde pra enfrentar. Mas eu estou viva, eu tenho um coração,  tenho que lutar por alguma coisa, tenho que lutar pelo que é de verdade.
        Vou contar a maior verdade que eu escondo por trás das minhas teorias: sou um tanto hipócrita, ajo artificialmente nos conselhos que dou, não existe conformidade.  Não sei lutar pela pessoa que gosto, não consigo vestir a roupa de combate e vencer meus medos.  Dói ser fraca, queria que tudo fosse mais prático, sem teoria, anseios e dúvidas. Eu queria fechar os olhos e caminhar até minha felicidade sem temer minhas próprias armadilhas.

domingo, julho 03, 2011

Tempo inútil





      Já li tanto texto bonitinho dizendo que o tempo resolve, que ele diminui e faz esquecer, mas comigo é ao contrário, o efeito foi inverso. Não é só tua imagem que permanece perturbando meus pensamentos, até teu cheiro continua preso na minha memória.  Parei de querer entender ou justificar o que eu sinto, mas eu não paro de sentir, não sei parar de pensar, não sei deixar de ser assim. 
    Sim, sou uma idiota! Qual outra ficaria escrevendo pra um cara como ele? Não é pra essa besteira que ele liga, eu sei, ele não é do tipo que se importa. Não foi uma escolha, se sentimento fosse opcional teria solução. Não se controla, não se escolhe, não se entende, só se sente e isso é tudo. E a lógica? Lugar de lógica é no lado racional. Aprenda: quanto menos sentido fizer, mais verdadeiro é.

sábado, julho 02, 2011

Mil vezes





Quando eu escrevo é como se eu te falasse cada palavra que precisava ser dita, é como se de alguma maneira estranha eu te aproximasse pouco a pouco de mim, te convencesse das minhas verdades tão confusas, das minhas saudades tão gigantescas e te mostrasse um lado meu que nem eu conhecia.   
Nada se compararia a ficar horas te olhando em silêncio, nem o sol tem o brilho tão intenso como o teu olhar tinha.  Ainda que eu precisasse aguentar a tua personalidade excêntrica, eu te escolheria mil vezes, correria mil vezes pros teus braços, eu suportaria incessantemente tua lista infinita de defeitos.  Sabe por quê? Ah, esquece, se eu falar vou me perder em frases sem sentido, só poderia explicar na tua presença, só poderia dizer olhando pra ti.

Attention is a crime!





É banal dizer que o mundo está se perdendo,  que muitas pessoas estão cheias de maldade no coração e que o homem é capaz de atitudes monstruosas?  Se assim for, eu defendo o clichê,  fico a favor da banalidade, porque a realidade está gritando, as crianças estão chorando, inocentes  pagam altos preços por brutalidades de seres ‘sensatos’.
Recuso-me a vestir faces dissimuladas de cidadã pertencente a uma sociedade equilibrada, me nego a permanecer calada, é intolerante aceitar viver no inferno nomeado como mundo,  sem radicalismo nenhum, aqui é o lugar em que tantos seres absolutamente racionais são perversos, frios e vergonhosos.   Uma mescla de sentidos assombra: revolta, tristeza, raiva, pena, decepção, medo.
           Pedofilia é o crime mais repugnante, parece mentira mas é um ato cometido por seres racionais, isto soa de maneira irônica; onde está a razão de um ser tão asqueroso?   Por um momento esqueçam a modernidade, se afastem das futilidades e deixem de lado seus bobos problemas amorosos.  Sabem quanto vale a doçura e a inocência de uma criança? Não há quem saiba, pois é imensurável.