Dilemas nos colocam em becos quase sem saída, em meio ao
caos mais intenso, nos jogam contra nossas convicções e armam ciladas
imperfeitas. Porque no fundo a gente sabe exatamente o que deve ser feito, têm
as palavras que deveriam ser ditas e o beijo que deveria ser roubado, e ainda
assim esconde a solução dentro do bolso por mero medo, medo de fazer tudo
errado, medo do impacto das frases que serão ditas, medo de encarar os
sentimentos puros, é só medo de ser feliz. Vê se pode isso? Não, não pode.
E agora me digam, ainda vão insistir em dizer
que sentem medo da morte? Deveríamos sentir medo da vida, talvez não das coisas
que fazemos, mas do que deixamos de fazer. Humanos bobos, hipócritas! Somos
bons o suficiente pra falar frases bonitas, pra dizer que tudo passa, pra
aconselhar o mundo inteiro e esquecemos que o tempo também passa, que as
oportunidades não surgem 10 vezes.
Não estou
querendo escrever bonito, não estou ligando pra concordância, estou me
importando com o significado de cada letra que uso, com o que tem por trás do
que tento gritar. Aí vai um super clichê: não deixa que seja tarde, não deixa
que teus receios te impeçam de encontrar a tal felicidade. Tudo o que vale a
pena tem que ser conquistado, é preciso provar que existe merecimento. Às
vezes as coisas não são difíceis como pensamos (de tanto pensar a gente se
perde), quem sabe um telefonema, uma visita ou um olhar possa colocar tudo no
lugar. Arrisca, paga pra ver, dá a cara a tapa ou então fica te perguntando
como poderia ter sido. A escolha é sempre nossa!









