sábado, maio 28, 2011

O título também se perdeu





                Tudo bem, eu sempre fui uma pessoa confusa, talvez meio desequilibrada e desligada, mas dessa vez estou pirando, meu pensamento está pouco a pouco me deixando louca.  Eu prometi que iria parar de pensar nisso, mas não adianta, é inevitável não pensar, parece maldição. Tentei escrever sobre qualquer coisa, falar sobre a vida, a política, a violência; e quem disse que consigo?  Estou pensando em dizer uma infinidade de palavrões bem feios pra esse meu ‘problema’, pode ser a solução certa, ou mandá-lo sair da minha mente. Começo a contar até 10 pra não falar nada, respiro, me controlo, respiro de novo e a vontade insiste.
        Um grande fracasso, fui tentar me ocupar, tentei de todo jeito: lendo, escrevendo, dormindo, estudando e comendo feito uma obesa,  e não dá, não fico mais culta, só fico mais gorda. Agora me diz, qual foi o feitiço? Será que fui tão pecadora assim, é castigo não é? Poderia ser uma escolha, poderia ser diferente, poderia ser com outra pessoa, por que tinha que ser justo comigo?

terça-feira, maio 24, 2011

Sem silêncio





         E quanta coisa eu tenho aprendido nos últimos dias, o tipo de lição que não aprendemos com livros nem com teorias prontas e sábias, só se aprende na boa e velha prática, vivendo e sentindo ou sentindo e vivendo, não sei não, acho que do jeito que é pra ser.  Tem gente que pensa que se protegendo ou se escondendo dentro de si mesmo irá deixar de sentir, que merda de engano, fugindo teus pensamentos te pegam e te perturbam,  quem disse que sentimos o que queremos? Sentimos porque fomos feitos pra isso, não porque sentir faça parte, mas porque sentir é a parte. Acho que comecei a escrever em grego, pois é, ninguém vai entender o que estou dizendo, e daí: o que importa o que os demais entendam ou deixem de entender?
            Estou quebrando o silêncio, quebrando esse silêncio que estava me partindo, eu precisava tanto dizer, falar nessa língua sem tradução e com nenhum um pingo de compreensão, gritar do meu jeito, jogar as palavras pra quem quiser decifrar. É engraçado, me esquivo das minhas próprias perguntas, afinal o que tenho aprendido mesmo? Que o maior arrependimento é não fazer nada quando se quer fazer tudo, mas que nem sempre nós é que escolhemos, às vezes os outros decidem e ponto final.

domingo, maio 15, 2011

Respirar, aceitar, enfim, não se apressar!


                                      
           Saber esperar, não querer apressar os fatos, é isso mesmo,  é o segredo. Esperar o tempo certo das coisas, aguentar a chuva forte pra ter o arco-íris estampado no céu e poder aproveitar o calor do sol mais tarde, é suspirar fundo, olhar pra cima e repetir pra si mesmo: ‘ eu sou forte, eu  vou conseguir.’  Eu acredito que a vida faça um teste com a gente, como se fosse uma prova de resistência feita em várias etapas, devemos provar que merecemos ter aquilo ou que somos dignos daquela pessoa, se fosse fácil não saberíamos dar o devido valor, e não é assim.
          Se quer mesmo, prove que merece, que está pronto pra ter, que não é só mais um ali disputando, que veio pra ficar, pra conquistar o que for.  É difícil, mas o que mais vale a pena requer esforço, pensamentos estendidos por várias noites, tristezas profundas, força interior, maturidade e o principal: aceitar que o melhor não acontece de uma hora pra outra, que nem tudo é claro e pronto, que sim, as coisas acontecem aos poucos, quando devem acontecer, mas sempre da forma mais bonita, que esperar é fundamental, que a recompensa chegará quando for o momento dela chegar.

sábado, maio 14, 2011

Es la verdad



       Ele dizia não saber o que ela realmente queria da vida, das coisas, até era sensata, mas totalmente desastrada, falava entre linhas embora sua vontade fosse de gritar ao mundo que ela o queria.  Meio confuso, nem ela entendia o que estava sentindo, mexia com tudo, quando se deparou sentindo o improvável cogitou a hipótese de fugir, é, escapar de problemas, e de que adiantaria? O encantamento já havia a atingido fortemente, o envolvimento foi mais forte.
          Nem de longe ele era perfeito, possuía todas as características que ela detestava em alguém, ele a tirava do sério, fazia piadas idiotas e colocava apelidos absolutamente ridículos, tinha o poder de irritar e provocar, sei lá como, ela ficava com cara de brava, mas a verdade é que ria em segredo, ninguém antes conseguiu  fazer isso com ela, despertar aquela mistura bagunçada, fazê-la admirar defeitos em outra pessoa. Sim, ela tinha medo, mas o curioso é que nem o medo se comparava ao tamanho da vontade que ela tinha de ir atrás dele, de tê-lo,  apesar de não saber se ele a queria também, de não entendê-lo nem um pouco.

terça-feira, maio 10, 2011

The title would print your name


     

     O que se faz com esse costume constante de sentir falta, com o desejo de precisar dizer tudo que está preso e sufocando, com aquele medo que não deixa mover nada, que impede de agir? Sei lá, receio de quebrar a cara, medo que não seja recíproco, medo de assustar, é aquela mistura estranha, lembra?
     Não sou de fazer as coisas certas sempre, não sou nem de longe racional, um erro quem sabe, mas eu vou pelo que sinto,  é o que realmente julgo válido... se eu te decifrasse claramente, dependeria  apenas de mim, tudo seria mais fácil e então eu ia correndo agora, te abraçava bem apertado, ficaria te olhando daquele jeito, do jeito que tu entende ou se confunde, da nossa maneira. Ah, eu vestiria teu blusão azul marinho e escutaria a frase sem graça, típica da tua prepotência: 'olha, tu tá muito ridícula' e acharia engraçado, que ironia hein, logo eu.

domingo, maio 08, 2011

Hidden thoughts



     Ficar aqui ouvindo minhas cumbias tão detestáveis, deitar a cabeça no travesseiro, tentar dormir, virar pro lado e ficar horas pensando, repensando, vigiar os pensamentos, pensar em qualquer merda,  ler Caio Fernando pra me distrair, estudar e fingir que sou uma nerd concentrada, pra quê?
        Sensata, eu? Queria mesmo era roubar um carro, sendo que não tenho noção nenhuma de direção, sem habilitação, só sei pra onde quero ir, o problema é que existe uma ponte entre querer e fazer, é que querer não coloca nada a perder, não decide porcaria nenhuma, o fazer é um risco, pensar já perigoso, dizer então, nem se fala.
      Escrever e apagar, escrever e não postar, enfim, esconder tudo o que penso, tudo o que estou sentindo, sem nem saber se quem deveria ler ainda se importa, silenciar ou dizer baixinho: eu sinto falta.

quinta-feira, maio 05, 2011

Teenage dream



E então o que tenho agora? Riscos, medos, e o cuidado aquele... ah, o cuidado eu dispensei, então que venha o risco porque troquei o medo pra pagar o preço da minha felicidade.
      Boa parte das vezes eu desviei caminhos, eu fugi pra não encarar as coisas, pra não resolver problemas, confesso que agora quero fazer diferente, quero te resolver, parar de fingir que não está acontecendo ou que sou a mesma, pois não sou.
    Tua presença irrita, perturba, provoca e me intriga, mas eu não trocaria por calmaria nenhuma,antes de ver a partida eu já sinto saudade, eu quero a presença, não posso explicar o que sinto mas me faz bem, me faz feliz, não é exato como o 1+1, mas movimenta, mexe comigo ao extremo. Pode ser bom pode ser ruim, mas eu quero pagar pra ver.

quarta-feira, maio 04, 2011

Vai, me diz!



        Por favor,  não me peça explicações, não exija que eu faça tudo certo, não espere atitudes de uma pessoa perfeita... eu quero que seja sem motivos, sem previsões ou planejamentos,  que seja como tem que ser.
      Em meio às contradições e entrelinhas serei clara, minha espontaneidade ficou oculta, quem sabe assustada de se mostrar, então vou tratar de usar a sinceridade nas frases que escrevo, nas talvez 'bobagens' que precisam ser ditas.  É, vou dar minha cara à tapa, vai ser tudo ou nada.
    Tenho medo sim, tenho vontades estranhas, quero me esconder de mim mesma, temo essa realidade de sentidos, sinto o que não compreendo, é o inexplicável que eu mais gostei de provar, eu esqueci que precisava tomar cuidado e quando menos esperei, pronto, já estava cruelmente envolvida.
       Parece grego, me redobro pensando e nada, passo horas me perguntando as mesmas coisas, cadê o sentido, cadê a lógica? Não sei pra onde ir, vou admitir, não sei o que fazer ou o que dizer, só sei minhas frases prontas, estou perdida no indefinido, não encontro a droga da saída e repito: estou com medo.
        Logo eu que me protegi tanto, que prometi 100 vezes que isso não aconteceria, eu que vivo dando conselhos pra quem precisa, exatamente, eu preciso de um conselho, quero uma palavra apenas.  Enfrento, me escondo, deixo sentir o que for, ou digo abertamente olhando no olho o que se passa aqui dentro?

domingo, maio 01, 2011

What to do with this mess?




       Tudo o que ultimamente escrevo está bastante confuso, frases sem sentido visível, palavras embaralhadas ou soltas demais, o que ando dizendo funciona como ‘faca de dois gumes’, ora me favorece, ora me condena. É só imaginar tudo o que penso...  meus pensamentos estão misturados tentando se arrumar em meio a bagunça, tentando ficar em ordem.
      Por que sinto medo, mas afinal que medo é esse?  Jogar fora a tal insegurança e os medos também, pegar aquela coragem e enfrentar o que for, parar com tantas perguntas, deixar as respostas aparecerem aos poucos, devagar as coisas acontecem, sem acelerar, na velocidade certa, sem questionamentos, é no ritmo que deve ser.