Às vezes gosto de me explicar, então lá vai, sei que tenho uma mania meio chata de reclamar quando as coisas não saem como eu quero, tenho o mal costume de gritar quando acho que tudo está virado do avesso. Ok, vamos ao que interessa, posso resumir sucintamente 2011 em: VIVI! Com direito a Caps Lock. Quando digo que vivi não quis dizer que passei apenas por fases boas, que ri o tempo inteiro ou que conquistei tudo o que eu queria. Mas foi melhor que isso. Grande ironia, jamais pensei que eu agradeceria por ter sofrido ou por ter perdido o que pra mim foi importante. Descobri que adoro essas ironias meio estranhas da vida. Me condenei, me descobri, me parti 15 vezes mas me refiz 16. É, e eu agradeço com a minha alma (não quero agradecer com o coração, pareceria dramático); obrigada por cada noite em que adormeci chorando e cada manhã em que acordei repleta de olheiras, cada vez que senti pena de mim por ter sido boba e também por ter me iludido achando que a vida era um conto de fadas ambulante. Papai do Céu, obrigada por não ter concedido todos os meus desejos típicos de menina mimada e ter me posto nesse labirinto, que pra achar a saída foi preciso me tornar mais mulher. Prometo pedir menos e agradecer, lutar por mais, juro que vou deixar de ser tão chorona e fazer um esforço pra rir até minha barriga doer, até lacrimejar de tanta felicidade. E mais do que isso, prometo parar de ver os problemas pequenos como se fossem maiores que eu, dessa vez vou encarar até as pequenas alegrias como se fossem vários gigantes capazes de devorar as raízes da tristeza.
Antes que eu esqueça da última e crucial promessa... eu prometo ser menos confusa, menos desastrada, temperamental e doida. Ai droga, mas se eu me tornasse ‘menos’, não seria eu.




