quarta-feira, junho 29, 2011

Inevitável não pensar, inevitável tudo.





Desta vez quando eu repeti que queria te tirar da cabeça eu estava sendo sincera comigo mesma, eu juro que tentei a todo custo te arrancar brutalmente dos meus pensamentos, fiz o que pude pra não pensar, pra não lembrar, evitei escrever, tudo bem, eu tentei o inevitável.   Driblei meu orgulho quando mandei aquele e-mail que talvez nem tenha sido lido, sim fui boba, e continuo sendo quando escrevo indiretamente pra ti, sou mais tola por acreditar que ainda tu lê cada frase minha, quando na verdade já tem tantas outras em volta. É, não sou essas outras e nem ocupo um lugar na tua volta.

quarta-feira, junho 22, 2011

Sin título, sólo tu nombre





Nem de longe ele seria o tipo de cara que me atrairia. Muito alto, magrelo, estranho, se achava superior em tudo, pensava que era dono da razão em qualquer situação, um poço de egocentrismo, leonino dos pés a cabeça sem dúvida. Mas ele chegou com um sorriso estampado no rosto que acabou destravando todas as portas, foi mais forte que ventania, invadiu meus sentidos,  roubou minha atenção, me mostrou um lado que eu ainda não conhecia.  Me ganhou nos detalhes, me fez rir com bobagens,  me irritava em todos os momentos, ele provocava e conquistava.  Quando se atrevia a me encarar dizia tanto sem mencionar nenhuma palavra, parecia que queria entregar o que ele tanto escondia e ao mesmo tempo tentava me decifrar, mal sabia que já tinha me ganhado.  Mal sabia que eu já sorria que nem boba quando o tinha perto, que eu me sentia tão protetora quando ele deitava no meu colo, que eu já o pertencia de todas as formas possíveis.
     

terça-feira, junho 21, 2011

My truths





Quando há tanto pra se dizer, é mais prudente se calar ou falar? Fujo do que sinto ou encaro sem temer? Olha, tentar escapar não vai adiantar nada, fingir que não se sente não vai te impedir de sentir, não vai te impedir de pensar no quanto aquele sorriso é bonito ou esquecer dessa vontade de estar com ele. Afinal quem é ele? Ele é um prepotente, idiota e estúpido que me fez sentir coisas bonitas, pois que bela oposição; é para o imperfeito tão certo que escrevo infinitos textos sem coerência.  Quem disse que sentir algo tem nexo? Se tivesse daria pra escolher, daria pra não sentir, não lembrar, daria pra querer menos, mas sabemos que não é assim.
        Queria correr pro teu lado agora, queria te falar uma imensidão de verdades bobas, sussurrar no teu ouvido as minhas verdades, te fazer parar de ler pra começar a escutar, pra entender piamente. Queria te fazer acreditar, eu só te queria mais perto. Eu queria que fosse mais fácil, que dependesse apenas de mim, porque querer, eu quero demais.

domingo, junho 19, 2011

Meu desatino mais sensato



“Eu não vim aqui pra entender ou explicar, nem pedir nada pra mim, não quero nada pra mim; Eu vim pelo que sei...”
        Vim pelo que sei, porque o que sei é maior que qualquer medo ou qualquer fuga, porque esse saber te pertence inteiramente, porque todos os meus textos tem o teu nome implícito, porque minhas palavras viraram poeira diante do teu sinal de vida, porque apesar de nada fazer sentido dentro de mim, tu continua fazendo tanto, mas tanto.  Porque se fosse preciso eu substituiria minhas frases por atitudes e te provaria que tudo é verdade. Estamparia teu nome em todas as páginas em branco, gritaria para quem quisesse ouvir o que eu tanto suplico aqui, que o inexplicável pode ser explicado por quem possui sentimentos reais, que o impossível é só uma desculpa covarde, que quando algo permanece no pensamento é porque ainda preenche todos os vazios.

Por que medo de viver, por que temer a vida?


O mundo exige ao extremo, a rotina do dia-a-dia afasta e aproxima, contraditório ou preciso, mas é o paradoxo da vida, algumas pessoas se encontram e outras se perdem, por erros ou por escolhas e em certos momentos apesar de parecer tão errado e fora de ordem, tudo se ajeita. Surgem problemas aparentemente sem solução, há dias em que nada dá certo, a única vontade é de desistir, jogar pra cima aquilo que ainda restou e se atirar pela janela.
Quem é que nunca pensou em abrir mão do que mais queria por medo dos obstáculos que apareceriam? Quem nunca abandonou a batalha antes de lutar? Por que parece tão mais fácil fugir e se esconder que dar a cara a tapa, que pagar o preço da felicidade? Como disse Tati Bernardi: "Olhe dentro de você e pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?" Um dos propósitos da vida é ser feliz e sabemos que a felicidade não vem de bandeja, ela é conquistada todos os dias, que é preciso perder e sofrer pra quando for merecido ter sua recompensa.
O tempo passa, pessoas vão embora, palavras que não foram ditas em um momento importante fazem diferença, sentimentos escondidos começam a sufocar, saudade ou arrependimento invadem. E existe remédio para o tempo perdido? Existe sim, nunca é tarde, nunca é tarde pra partir pra luta, recupere esse tempo, faça valer a pena a vida, não se condene por ontem não ter feito o correto, se empenhe em fazer hoje. Se aquele alguém partiu, não desista, o procure; transforme o medo em coragem e diga o que não foi dito, não tenha vergonha do seu sentimento, seja ele qual for;
Tenha vergonha em permanecer estático, em observar sua vida passar, em aceitar a partida de todos os que são importantes. Alcance seus objetivos mais distantes, vença seus medos mais temidos, conquiste o amor mais complicado, encare os problemas mais assustadores, mas em hipótese alguma, aceite ficar na plateia no espetáculo da sua vida. Queira o papel principal, seja protagonista e faça o final feliz.

sábado, junho 18, 2011

Ser mulher é ser forte, é ser única, vai além de ser





         Durante muitos anos tratadas como robôs, trancadas em seus domicílios, destinadas a um único lugar:  permanecer em casa cuidando de seus  filhos, limpando, arrumando, respeitando ordens e  aguentando os inúmeros caprichos de seu marido.  A liberdade de expressão era considerada um crime, a vaidade era reprimida, a beleza ficava escondida, cogitar escolher alguma coisa era motivo de piada. Elas aceitavam quietas, sofriam e calavam-se, viviam apenas para cuidar da família, pois sem elas a prole seria extinta, homem algum conquistaria seu espaço sem essa base, sem ao seu lado possuir a força de uma mulher. Afirmo de maneira mais que convicta: os grandes machões nem teriam sobrevivido, sequer se alimentariam, pois então, o sexo frágil e  julgado como ‘dependente’  é o que comporta e mantém em pé o edifício inteiro?  Mais do que isso meus caros, somente a dona da sensibilidade feminina  é capaz de carregar nas costas , equilibrando-se em cima de um imenso salto agulha o peso da família inteira, que apesar de qualquer problema sabe estampar um sorriso sincero na face, guardar suas tristezas e ir cuidar da dor alheia como se fosse seu próprio sofrimento.
   Porque fantástico não é o fortão que passa 2 horas malhando dentro de uma academia, ‘foda’ mesmo é a mulher, a dona de casa, a trabalhadora ou a sonhadora, também é aquela que abandona sua vida para cuidar dos filhos, a moça que trabalha desde cedo para que não falte nada ao resto da família. A mulher não só luta, vai atrás do que quer e dá educação aos seus filhos, ela ainda consegue ser encantadora e ter um mistério que nenhum homem é capaz de decifrar, o que eu não chamaria de artificial, pois o natural é o que a deixa fantástica e diferente de qualquer outra.
         Homens valorizem a mulher que vocês têm por perto, seja ela quem for: tia, mãe, namorada, avó, amiga enfim,  vocês não fazem ideia do que cada uma carrega em seu coração, do quanto esse sexo tão frágil pode suportar, do quanto cada uma é essencial. Não a deixe escapar, não a deixe partir, homem que é homem valoriza sim, engole o orgulho e diz o quanto ela significa. 

sexta-feira, junho 17, 2011

Absurdo ou não, eu sinto

    


 Minhas emoções se opõem à lógica, vou contradizer o que eu havia dito há alguns dias, vou afirmar com convicção o que sinto. Talvez eu seja boba, tola ou estúpida, talvez radical e precipitada, mas sempre assumi mesmo quando deveria ter mascarado meus sentimentos. Meu coração me pôs em várias ciladas, em caminhos escuros e em labirintos gigantescos, já fui refém de meus próprios medos. Sim, mas eu enfrentei o que mais temia e vou seguir enfrentando, porque se não for pra sentir e enfrentar, pra que vale viver? Sei lá, coração de pedra não combina comigo.
O que vou dizer pode ser meio absurdo e idiota, mas uma coisa bem no fundo diz que ele ainda lê o que eu escrevo, que ele ainda se lembra de mim, quem sabe quando coloca a cabeça no travesseiro ou quando come Diamante Negro, sei não, deve se recordar nas besteiras, só sei que não esqueceu.  Será que é tão difícil admitir e parar de negar pra si mesmo? 
  Vou ser sincera, já fiz tanta coisa: estudei como uma nerd louca, tentei me apegar e gostar de outro, viajei pra qualquer fim de mundo, saí pra dançar, até me obriguei a consumir álcool, mas não dá. Eu continuo com a vontade de encarar por horas e horas os olhos cor-de-mel dele, eu ainda tenho aquelas mensagens salvas e apesar de não falar com ele, eu ainda me preocupo, ainda penso e ainda o quero. Infelizmente não sou do tipo que ele gosta, sou do tipo que sou; não sou igual as outras, mas que diferença isso faz?

terça-feira, junho 14, 2011

Damn feeling unresolved



      Hoje foi um daqueles dias que tudo veio a tona e mais forte,  aqueles dias em que até meu lado racional suplicava pela tua presença, que meu coração implorava  pra te procurar, mas algo dentro de mim ordenava negação e gritava pra aguentar mais um pouquinho.  Aprendi a dissimular sorrisos tão bem e tentar acreditar que já não me importo mais, mas só eu sei o quanto machuca quando falam em ti, quando escrevo,  releio e vejo teu nome nas entrelinhas, por trás das palavras.
    Bendito orgulho que me fez engolir essas vontades e trancou meus sentimentos, maldita falta de coragem, que não me deixa sair do lugar. Bendito jovem prepotente que soube me cativar, maldita  moça desprevenida que não soube conquistar. Porra, malditos somos nós. Chega de falar nisso, chega de sentir e não falar, chega de escrever e esperar. Chega de pensar e querer. Basta!  Preciso da solução, quero acabar com isso que está acabando comigo. Afinal, o que faço com a tua parte que insiste em continuar viva em mim? 

sexta-feira, junho 10, 2011

Nostalgia



     Sinto falta das tuas falas superiores, das respostas prontas,  da tua quase arrogância, da tua sinceridade petulante, da prepotência que sempre odiei em todos, mas que em ti me conquistava, daquele teu complexo ridículo de perfeição, dos teus olhos vidrados me olhando, quase que me hipnotizando.
  Por que tua imagem insiste em me torturar toda hora, por que eu continuo escrevendo essas coisas? Cadê meus textos de motivação, cadê minhas teorias otimistas e minha auto-suficiência? Me perdi, me desfiz, agora compreendo que todos os espaços foram ocupados por pedaços teus que preencheram tão bem o que antes era meu.  Por que eu não soube deixar de lado tão bem como tu? Se eu pudesse também não me importaria, nem lembraria, nem merda alguma, mas sabe,  se eu pudesse de verdade mesmo, se eu tivesse um só pedido eu faria com que ainda tu se importasse e transformaria o que não foi capaz de ser correspondido em sentimento mútuo.  Se tivesse um jeito te faria ler cada palavra que escrevo e te daria ao menos um terço da saudade que me corrói, mas eu não posso.

domingo, junho 05, 2011

STATUS: desordem interna

      
          Palavras, frases tortas, textos desajeitados e com ausência da tal coerência, só o que faço é escrever, até o que devo falar escrevo, o que estou sentindo traduzo com letras misturadas, com poucas bobagens usando meus sentimentos nada singelos.
Apesar de tanta gente ler o que coloco no papel, o destinatário oculto das minhas escritas sequer se recorda que tenho essa mania de sentir e escrever, de não ficar calada por muito tempo, essa mania meio singular de me entregar escrevendo.
A bagunça dos meus cabelos é apenas o reflexo dos meus pensamentos amontoados e despenteados, estou virada do avesso, desconfigurada. E permaneço com essa vontade que não ousa me deixar, que insiste em ecoar o teu nome e me dizer que devo fazer alguma coisa, sabendo que coisa alguma modificaria, então eu não vou ceder, não vou mesmo.

sexta-feira, junho 03, 2011

Ninguém precisa saber.





        Havia optado mais uma vez pelo silêncio, por evitar falar, por me mostrar forte e me esconder atrás dessa proteção imaginária que uso às vezes.  Por defesa? Sim, como se dessa forma eu não me importasse mais, quando o que eu mais penso ainda é nele, afinal, ninguém lê meus pensamentos, ninguém irá descobrir. E o olhar triste? Ah o olhar triste é sono, dou sempre a mesma desculpa.  Deixa que acreditem, não suporto essa gente perguntando e dando palpites. Que se foda! Não vão entender mesmo.    Por que apesar de não falar com mais com ele, apesar de saber que ele nem lembra mais de mim, eu ainda sinto tudo isso? Não tem o que fazer, o botão pra desligar sentimentos não existe, têm coisas que simplesmente não se explicam.  Por que aconteceu comigo? Maldita interrogação sem resposta.