domingo, dezembro 25, 2011

2012





     No final do ano o roteiro é mais ou menos o seguinte: afirmamos que iremos esquecer aquela paixãozinha que machucou, perdoamos os deslizes alheios, cortamos relações pela metade e como de costume fazemos a convencional lista de promessas. E a gente promete que o próximo ano vai ser diferente, vai ter menos choro, menos sentimentos ruins, menos amor mal resolvido, menos sofrimento, menos isso e aquilo. Não é assim? Então, aí vai a infalível receita... menos promessas e mais AÇÕES. No fundo sabemos que fazer é melhor que falar. Ser é melhor fingir. Aceitar é mais prudente que julgar. Se somos convictos de tudo isso por que ainda insistimos em questões  que não valem sequer um suspiro de tédio?   Não é o ano que precisa ser novo, são nossas teorias e vontades que devem deixar de ser tão ultrapassadas.  Começar a  entender que sofrer é perder –se um pouco dentro de si mesmo, que o dia perdido não volta. E chorar só era solução na infância. Não é papo de auto-ajuda não, é a realidade escancarada no papel. 
    Nada de prolongar angústias, não espere começar um novo ano pra fazer diferente; reconheceu que está errado? Peça desculpas. Percebeu que é necessário fazer um sacrifício pra realizar aquele sonho? Ei, mãos a obra, lute até não agüentar mais.
Abrir as portas, escancarar as janelas e deixar o vento entrar e levar embora coisas levianas, pessoas pobres de sentimentos, o que não serve mais (que talvez nunca tenha servido) e por obstinação patética fantasiamos que pesam toneladas, mas na realidade poderíamos nos desfazer movendo um dedo.      
MUDAR... Talvez esta seja a palavra-chave, o verbo perfeito para uma conjugação imediata. Pare de conjugar errado, dizer que mudou por alguém e até prometer que vai mudar. Conjugue no presente, escreva como lembrete e cole no espelho e na geladeira, estampe o sorriso mais brilhante. Se liberte, se permita! O remédio é viver. Feliz 2012!

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