Maquiagens marcantes, decotes indecentes, roupas justas e curtíssimas, salto agulha tamanho 10: eis alguns dos ingredientes essenciais para mulheres que desejam 'matar'. Baladas cada vez mais lotadas, repletas de corações a cada dia mais vazios.
Mentes ditas modernas estão sendo moldadas por uma sociedade fria e que julga o amor como um singelo acessório ou um objeto sem importância. Afinal, cultivar sentimentos nos dias de hoje é atitude de gente brega; a moda do momento é "pegar geral", exibir sem culpa o corpo quase nada coberto, dançar sensualmente até o chão e trocar amassos quentes com o primeiro cara que demonstrar interesse. Tem sexo? Claro, a modinha é o sexo casual, transar sem compromisso, sem feeling. Nas filas dos banheiros de baladas as conversas mais frequentes que se escuta são de mulheres reclamando da falta de amor, do azar na vida amorosa e que não são valorizadas como gostariam. Será que estas que estão se lamentando são as mesmas poderosas que chegam arrasando e tirando o fôlego da rapaziada? Acreditem, são as mesmas!
O ser humano precisa de uma companhia de verdade, de um parceiro 'fixo' pra confessar sem receio suas manias, necessita daquela pessoa pra ficar embaixo do cobertor assistindo um filme ou pra esquentar os pés gelados durante a noite de inverno.
As pessoas tem medo de se envolver, talvez seja medo de sofrer e de ser bobo às vezes; mas entendam de uma vez por todas: o amor não é babaquice, a carência não é de pegação ou de sexo. É carência de abraços, de andar de mãos dadas, de dizer palavras bonitas sem parecer um idiota diante do mundo. O amor não mata, a solidão sim. Seja estúpido e tolo, mas por favor seja feliz!
Texto publicado no dia 20-08-2011 no Jornal Folha do Sul.

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